A revolução musical e o álbum
Em 1967 os Beatles lançavam um dos mais importantes discos da história do Rock, o Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. O álbum é uma coleção de inovações na música, uma profusão de técnicas e conceitos inéditos no Rock. O álbum também introduz o conceito de continuidade, onde algumas músicas se emendam. O encarte de Sgt. Peppers é um show à parte. A capa com fotos de ícones da história traz uma mensagem de boas-vindas aos Rolling Stones e pistas sobre a suposta morte de Paul McCartney. Além disso, é o primeiro disco da história com as letras das músicas no encarte.
Mais do que uma coleção de faixas, o álbum musical é a expressão de um momento musical e de vida de um artista. É também parte fundamental do que constitui o cenário musical de uma época. Se o Sgt. Peppers fosse lançado em 2007, teria o mesmo impacto no mundo que teve em 1967? A resposta é não, e o motivo principal é a grande perda de importância do álbum na experiência musical moderna.
Graças ao MP3, o álbum como centro da experiência musical dá lugar à faixa. Hoje em dia, conhecemos as músicas de um artista geralmente sem se importar com o álbum ao qual pertencem, ignorando a arte envolvida na criação do álbum e desconhecendo o contexto da fase do artista.
Essa mudança não deve deve ser vista como uma perda, e sim como uma evolução natural no modo como consumimos música. Uma evolução trazida pelos próprios consumidores e as benécies da música digital.
