Microsoft e Google, revoluções distintas
O maior embate do mundo tecnológico é travado por duas empresas igualmente revolucionárias, mas inspiradas e movidas por ideais e estratégias diferentes.
De um lado, a Microsoft. Fundada em 1975, é uma gigante de 60 bilhões de dólares de faturamento (em 2008). Com uma estratégia altamente agressiva, domina quase todos os mercados de software. Seu patrimônio é uma ampla gama de produtos acoplados, focados principalmente na facilidade de uso.
Do outro lado, o Google. Criado em 1997, é outro gigante de 16 bilhões de dólares de faturamento (em 2007). Sob o lema “seja bom”, o Google virou a marca de maior poder do mundo através de sua revolucionária ferramenta de busca. A enorme quantidade de visitas e uma revolução conceitual no modo de vender anúncios, fez da publicidade on-line o carro-chefe do Google.
O Google é um criador e patriocinador voraz de modas. Seus sites e produtos-satélite não são exatamente lucrativos – de fato, muitos apenas dão prejuízo – mas inauguram idéias que o público idolatra. Um bom exemplo disto é o Google Docs, que claramente não é uma alternativa séria aos grandes pacotes de escritório, mas é mais um dos responsáveis pelo enorme hype que faz o nome do Google tão valioso.
Há mais de 20 anos os sistemas criados pela Microsoft movem o mundo da informática, e até agora não encontraram adversário à altura. A alta interoperabilidade entre suas ferramentas e o foco no usuário asseguram uma longevidade elevada aos produtos. Já o Google, a longo prazo, é um império frágil. Sua ferramenta de busca brilhante um dia pode ser superada, como aconteceu em proporções diferentes com o Yahoo e o Altavista. Sem a ferramenta de busca (que proporciona seu mercado de anúncios bilionário) e o hype, o Google não é Google.