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Arquivo de dezembro, 2008

Windows Vista: Um fracasso de percepção – Parte 1: Performance

29, dezembro, 2008 Bruno 2 comentários

Após dois anos de estrada e 140 milhões de dólares em vendas, o Windows Vista ainda é uma polêmica. Suas vendas são satisfatórias, mas não sensacionais. A mídia em quase sua totalidade e uma grande quantidade de usuários classificam o sistema como uma grande falha da Microsoft, apontando problemas geralmente nebulosos, enquadrados principalmente em performance e segurança.

Usuário do Windows Vista desde o dia de seu lançamento, nunca entendi muito bem estes questionamentos, a começar pela performance. Utilizo o Windows Vista para desenvolvimento em Visual Studio 2008 com Sql Server 2008; modelagem 3D com o Alias Maya 2009; host do Virtual PC e máquinas virtuais com Windows 2003 e 2008; e esporadicamente para jogos pesados como Call of Duty 4 e Age of Empires III. Tudo isso com um notebook DualCore e um desktop Pentium 4, com 4GB e 2GB de memória, respectivamente. Não tenho problemas com performance e estabilidade.

Como todo sistema novo, contudo, o Vista consome mais recursos que o seu antecessor. Utilizar um processador de baixa performance ou menos de 1GB de RAM não é aconselhável para o Vista. Por outro lado, uma máquina preparada para o Windows Vista será ainda mais performática que outra com o Windows XP, por alguns motivos:

  • Melhor gerenciamento de memória
  • Melhor suporte a n-núcleos e multi-processamento
  • Carga dinâmica de aplicações na memória (SuperFetch)

Além disso, o Windows Vista trabalha em rede muito mais rapidamente que o Windows XP, e lida com jogos com uma performance muito similar, quando não igual ao seu antecessor.

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Crise Mundial: Commodities

15, dezembro, 2008 Bruno Sem comentários

Eu sempre acreditei que a tecnologia seria a solução para os problemas da humanidade. Habitação, transporte, saúde, alimentação e virtualmente qualquer outra necessidade do homem pode ser aprimorada à perfeição em qualidade, escala e custo através da evolução de tecnologias existentes e do desenvolvimento de novas. As últimas estatísticas, contudo, alteraram preocupantemente uma das variáveis da equação: a data-limite para nosso processo de evolução tecnológica.

Conforme a esplêndida síntese de Chris Martenson em seu The Crash Course, diversos recursos naturais estão entrando numa curva exponencial de consumo e se esgotarão muito rapidamente, a começar pela maior fonte de energia de nossos tempos, o petróleo. Não estamos mais falando de séculos, mas de décadas, e provavelmente poucas.

É assustadora a idéia de que as tecnologias existentes necessárias para um novo ciclo da energia e para o fim da era sintética não estejam à altura do desafio do tempo que a natureza nos impõe, e que isso pode levar a humanidade a um período de trevas.

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