Windows Vista: Um fracasso de percepção – Parte 1: Performance
Após dois anos de estrada e 140 milhões de dólares em vendas, o Windows Vista ainda é uma polêmica. Suas vendas são satisfatórias, mas não sensacionais. A mídia em quase sua totalidade e uma grande quantidade de usuários classificam o sistema como uma grande falha da Microsoft, apontando problemas geralmente nebulosos, enquadrados principalmente em performance e segurança.
Usuário do Windows Vista desde o dia de seu lançamento, nunca entendi muito bem estes questionamentos, a começar pela performance. Utilizo o Windows Vista para desenvolvimento em Visual Studio 2008 com Sql Server 2008; modelagem 3D com o Alias Maya 2009; host do Virtual PC e máquinas virtuais com Windows 2003 e 2008; e esporadicamente para jogos pesados como Call of Duty 4 e Age of Empires III. Tudo isso com um notebook DualCore e um desktop Pentium 4, com 4GB e 2GB de memória, respectivamente. Não tenho problemas com performance e estabilidade.
Como todo sistema novo, contudo, o Vista consome mais recursos que o seu antecessor. Utilizar um processador de baixa performance ou menos de 1GB de RAM não é aconselhável para o Vista. Por outro lado, uma máquina preparada para o Windows Vista será ainda mais performática que outra com o Windows XP, por alguns motivos:
- Melhor gerenciamento de memória
- Melhor suporte a n-núcleos e multi-processamento
- Carga dinâmica de aplicações na memória (SuperFetch)
Além disso, o Windows Vista trabalha em rede muito mais rapidamente que o Windows XP, e lida com jogos com uma performance muito similar, quando não igual ao seu antecessor.