Desde os primeiros meses, o Vista mostrou-se um sistema de segurança sem precedentes na franquia Windows. Análises apontam que o número de correções realizadas no Vista é inferior ao dos concorrentes MacOS e as principais distribuições Linux. Estas análises são constantemente alvo de críticas e acusadas de parcialidade. Sua mera possibilidade, contudo, provam que o Vista é um sistema, no mínimo, à altura de seus concorrentes no que concerne a segurança.
No último concurso de exploração de falhas de sistemas operacionais, promovido anualmente na conferência CanSecWest, o MacOS foi invadido em dois minutos através de uma falha no Safari. O Windows Vista levou dois dias para ser quebrado, e ainda assim foi através de uma falha no JVM. O Linux não foi invadido.
Uma das frequentes críticas ao Windows Vista, que ocorria principalmente em seus primeiros meses, é sobre a impertinência do UAC, o User Account Control. O UAC visa blindar o sistema operacional rebaixando as permissões de todos perfis de acesso, e exigindo a interação do usuário para qualquer atividade potencialmente perigosa. As mensagens exibidas pelo UAC incomodaram alguns usuários. Parece que muitos deles não pensaram em desativá-lo, tarefa simples e amplamente divulgada em revistas que pode ser realizada com poucos cliques.
De todos os experimentos envolvendo o domínio da matéria patriocinados pela nanotecnologia, um dos mais interessantes e promissores no curto-prazo é a renderização física dinâmica, ou simplesmente Claytronics.
Desenvolvida numa parceria entre a universidade norte-americana Carnegie-Mellon e a Intel, Claytronics é uma tecnologia de construção de realidade. Blocos básicos de construção, apelidados de Claytronic Atoms ou Catoms, conectam-se em formatos variados para formar ou simular virtualmente qualquer coisa, de uma cadeira a um ser-humano.
Ainda em projeto, a tecnologia traz alguns desafios interessantes, a começar pela própria conexão física entre os Catoms. Com alguns centímetros em sua versão atual, eles devem ser tão pequenos quanto possível, para que os objetos finais sejam funcionais e realistas. A miniaturização, contudo, impõe sérias barreiras à eletromagnética e à eletrostática. Os Catoms também devem ser munidos de uma tecnologia similar ao LCD ou ao LED, de forma que possam mudar de cor.
Mas o principal desafio parece ainda o da engenharia do software de controle dos Catoms. É necessário que cada Catom saiba seu destino de forma individual e coletiva. Se um Catom estiver problemático, por exemplo, outro deve assumir o seu lugar.
As possibilidades oferecidas pela Claytronics são ilimitadas. A primeira aplicação imaginada, que exigirá um nível avançado de desenvolvimento da tecnologia, é a da tele-presença. Através de um clone de micro-estruturas alinhadas dinamicamente, será possível estar presente fisicamente em mais de um lugar ao mesmo tempo.
Claytronics é apenas mais uma das fantásticas tecnologias em desenvolvimento que nos permitirão maior controle da matéria, elevando a humanidade a um novo patamar da evolução.
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Eu acredito na tecnologia.
Não cometo a terrível arrogância de elevar a técnica acima da emoção, e relativizo a condição humana o bastante para crer que há sempre outro ponto-de-vista, outro lado, uma visão alternativa e desconhecida aos óbvios olhos do observador, que proíbe e destrói qualquer extremismo ou pensamento booleano. Ainda assim, eu acredito na tecnologia.
Acredito que a tecnologia pode resolver os problemas que a humanidade cria em seu crescimento infindável, e que nem mesmo o espírito individualista, centrado no micro-cosmo, com o qual o homem sempre privilegia o unitário, possa barrar a inevitável evolução técnológica.
A filosofia, a ciência e a tecnologia estão fadadas irremediavelmente ao progresso, à perfeição. Este processo pode ser desacelerado, mas nunca freado completamente. É com este ritmo vagaroso e contínuo que a humanidade trará à luz todas as suas dúvidas. Até mesmo as questões existenciais que sempre assolaram o coração humano.
A nova linha de processadores da Intel, Core i7, não é uma grande revolução em si, mas reúne um conjunt
o de pequenas revoluções que compõe um grande produto.
Os processadores baseados no Core i7 possuem quatro núcleos e ressucitam o Hyper-Threading, permitindo que cada um dos núcleos processe duas tarefas simultaneamente. Dessa forma, o sistema operacional enxerga oito processadores.
Recursos avançados de gerenciamento de energia permitem que núcleos sejam desligados individualmente quando o consumo do processador for baixo, aumentando drasticamente a economia de energia em determinados cenários.
Mas a atualização mais interessante talvez seja a do acesso à memória, que é realizado diretamente pelo processador. O único barramento suportado, contudo, é o DDR3. Este novo modelo, unido à atualização do barramento para o Socket B, também conhecido como LGA1366, fazem do Core i7 incompatível com as placas-mãe atuais.
O preço do Core i7 também chama atenção positivamente. Atualmente o processador é vendido numa faixa de US$300 a US$1000, dependendo do modelo.