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Projeto Natal
Como de costume, a indústria de games mostra-se mais inventiva e inovadora que a de tecnologia pessoal e empresarial, dando um grande passo ao futuro em UX (User Experience) com o Projeto Natal da Microsoft.
Batizado em homenagem à capital do Rio Grande do Norte, cidade de origem de um dos responsáveis pelo projeto, o produto é a evolução das últimas tecnologias de reconhecimento de gestos, como o Wii. Acoplado a um Xbox, o Natal reconhece os movimentos e as vozes dos jogadores, traduzindo-os para o ambiente virtual do jogo, de forma que controles perdem a utilidade. É possível, por exemplo, dirigir o carro de um jogo pela simples simulação dos movimentos da direção, ou responder verbalmente às perguntas de um jogo de quiz. Diferentemente de outras tecnologias similares, o Natal reconhece a profundidade do ambiente e o movimento dos jogadores no espaço, diferenciando as pessoas por imagem e voz. Além disso, é capaz de digitalizar objetos e disponibilizá-los no jogo.
Com o Natal, a Microsoft ameaça o Wii da Nintendo, que torna-se - para todos os efeitos - uma tecnologia obsoleta, e o Playstation da Sony, cujo mercado é progressivamente dividido com a Microsoft. Mas não é só isso. Assim como as revoluções trazidas pelo toque, com tecnologias como o iPhone e o Surface, o Natal é o grande representante da computação comandada por gestos e voz. As aplicações destas nova tecnologia são inúmeras, abrangendo da computação pessoal a campos específicos, como medicina e educação. Aliado a projetores, e eventualmente a hologramas, o Natal proporcionaria a integração perfeita entre o mundo virtual e o real. Seria possível projetar cenários e elementos em um ambiente, e identificar e reproduzir a interação dos usuários com este mundo. Isto permitiria a um médico realizar uma cirurgia remotamente em uma simulação gráfica do corpo de um paciente, ou a um arquiteto construir um prédio em um modelo gráfico, com as próprias mãos.
O Natal tem data de lançamento estimada para 2010. O Gartner, mais respeitado instituto de pesquisa de TI do mundo, anunciou a morte do mouse em até cinco anos. Os próximos anos, sem dúvida, serão palco de inovações incríveis em usabilidade.

