UAVs e HomeWar
Na contínua caçada ao Taleban, os EUA dispõe de um recurso tecnológico que vem sendo empregado de forma cada vez mais extensa: os UAVs, ou Unmanned Aerial Vehicles (Veículos Aéreos Não Tripulados). Apenas neste ano, a mídia registrou 365 vítimas letais dos UAVs no Paquistão, país onde a guerra contra o
Taleban acontece com mais intensidade. Entre estas vítimas estariam Saad Bin Laden, um dos filhos de Osama Bin Laden, e Baitullah Mehsud, um dos principais líderes do Taleban no Paquistão.
Alguns UAVs são utilizados apenas para vigilância, como o Global RQ-4, que permite detectar movimentos em um raio de 100 kilometros e visualizar locais a grandes alturas - com qualidade gráfica de poucos metros. Neste tipo de operação de vigilância, alvos podem ser monitorados com precisão e sem qualquer visibilidade do UAV, mesmo em céu limpo. Já os UAVs de combate, como o MQ-1 Predator, também carregam mísseis e outros artefatos bélicos. Apenas deste modelo, o exército estadunidense dispõe de quase 200 unidades. Helicópteros também entraram para o arsenal não tripulado norte-americano com o Boeing A160T Hummingbird, um equipamento inovador que supera a capacidade de todos os helicópteros atuais, voando com autonomia de 24 horas e até 30.000 pés de altura (10.000 pés a mais que o normal).
Os planos para o futuro dos veículos não tripulados são grandes. Um documento do departamento de defesa estadunidense cogita um futuro onde nenhum avião será tripulado, e concentra seus investimentos neste sentido. Entre as melhorias desejadas, a DARPA abriu um
concurso para o desenvolvimento de uma nova tecnologia chamada Vulture, que permitirá que UAVs equipados com painéis fotovoltaicos se estabeleçam acima das nuvens e planem durante cinco anos, podendo ser acionados quando necessário e não precisando pousar.
Os UAVs estão entre os robôs mais modernos da atualidade, e inauguram uma nova fase no modo de fazer guerra. Seus operadores encontram-se, muitas vezes, há milhares de kilometros do campo de batalha, operando suas armas como vídeo-games – modelo que pode se converter até mesmo em um tipo de HomeOffice (ou HomeWar?), o que seria uma obra prima e doentia da excelência militar técnica capitalista.