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A revolução das mídias: Jornalismo

Nos últimos anos, em especial nos países de primeiro mundo, os jornais sofrem uma brutal queda em suas vendas e audiência. Os jornais impressos, principalmente, estão sendo esmagados pelos novos veículos de comunicação, como blogs, microblogs e sites de notícia especializados. No Brasil, este movimento é menos acentuado, devido em grande parte à migração de muitas pessoas a classes sociais mais altas, fato que estimula o consumo até mesmo de jornais. As próximas décadas, contudo, tendem a ser cada vez mais negras para os antigos formatos de mídia, dominadas por gerações que ignoram por completo a existência e a importância de tais veículos.

De forma similar à morte das gravadoras de música, esta é uma mudança a qual as editoras de revistas e jornais terão de se adaptar se quiserem sobreviver.  Existe, entretanto, um problema conceitual nesta revolução midiática. Os novos arautos das notícias, os sites indepentes, não produzem seu próprio conteúdo desde a fonte, em sua maioria. Em vez disto, apenas replicam notícias coletadas de diversas fontes. A produção de notícias como conhecemos hoje depende de estruturas e recursos que os sites independentes não possuem, como fontes privilegiadas por tradição e reputação, fontes remotas e sucursais, etc. Entramos assim em um problema financeiro: Os consumidores trocam a mídia privada convencional pela mídia digital independente. A segunda é consumidora da primeira, mas não em volume suficiente para mantê-la. No pior cenário possível, a primeira deixa de existir e a segunda fica sem matéria prima, e é o fim do jornalismo profissional escrito, ou sua redução ao mínimo. Outro possível desdobramento é a sobrevivência exclusiva do jornalismo nos braços de mídia de grandes empresas pontocom, como o Google e a Microsoft. Em qualquer um dos casos, o jornalismo profissional sai perdendo.

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