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A revolução musical e o álbum

2, julho, 2008 Bruno Sem comentários
Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band

Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band

Em 1967 os Beatles lançavam um dos mais importantes discos da história do Rock, o Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. O álbum é uma coleção de inovações na música, uma profusão de técnicas e conceitos inéditos no Rock. O álbum também introduz o conceito de continuidade, onde algumas músicas se emendam. O encarte de Sgt. Peppers é um show à parte. A capa com fotos de ícones da história traz uma mensagem de boas-vindas aos Rolling Stones e pistas sobre a suposta morte de Paul McCartney. Além disso, é o primeiro disco da história com as letras das músicas no encarte.

Mais do que uma coleção de faixas, o álbum musical é a expressão de um momento musical e de vida de um artista. É também parte fundamental do que constitui o cenário musical de uma época. Se o Sgt. Peppers fosse lançado em 2007, teria o mesmo impacto no mundo que teve em 1967? A resposta é não, e o motivo principal é a grande perda de importância do álbum na experiência musical moderna.

Graças ao MP3, o álbum como centro da experiência musical dá lugar à faixa. Hoje em dia, conhecemos as músicas de um artista geralmente sem se importar com o álbum ao qual pertencem, ignorando a arte envolvida na criação do álbum e desconhecendo o contexto da fase do artista.

Essa mudança não deve deve ser vista como uma perda, e sim como uma evolução natural no modo como consumimos música. Uma evolução trazida pelos próprios consumidores e as benécies da música digital.

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A Revolução Musical e as Gravadoras

6, maio, 2008 Bruno Sem comentários

A indústria musical entrou num ciclo de revoluções que parece interminável. Cada novidade tecnológica muda a forma que ouvimos e compramos música, e a indústria balança. Até o momento, as gravadoras são as grandes e principais prejudicadas por esse movimento. Mas elas ainda não silenciaram. Pelo contrário, sua luta persiste cada vez mais furiosa.

Antes de entrar nos meandros dessa guerra, é importante entender quem é um de seus principais protagonistas (ou antagonistas, se preferir): A RIAA (Recording Industry Association of America). Composta por milhares de gravadoras estado-unidenses, incluindo as maiores do país, a RIAA defende os interesses do segmento e promove a comunicação entre as gravadoras. É também a responsável pelos famosos discos de platina e ouro dados aos artistas que alcançam um determinado número de vendas.

Em 1999, a RIAA processou uma empresa chamada Diamond Multimedia Systems, fabricante de um dos primeiros MP3 Player populares, o Rio. A empresa tentou usar um decreto que concerne regravação amadora de música para justificar o processo, mas a justiça deu a causa à Diamond. Além disso, a corte declarou que o aparelho estava em conformidade com o principal propósito do decreto: facilitar o uso pessoal de música; dando portanto um ultimato na RIAA.

Esta foi a primeira tentativa das gravadoras de frear as mudanças. Foi só o começo. Alguns anos depois, entre outras tentativas de barrar o progresso, a RIAA iniciou uma bateria de processos contra usuários norte-americanos domésticos de P2P, rádios on-line e até mesmo mecanismos de busca de música e outros sites. Essa batalha deprimente se estende até hoje em meio a apelações inacabáveis sobre o que se enquadra ou não na lei de Fair Use e outras discussões.

Desde o ano 2000, as vendas de CDs caem a cada ano nos Estados Unidos. O ano de 2007 foi especialmente chocante, apresentando uma queda na venda de mídia gravada de 20% em comparação ao ano anterior. O problema das gravadoras é que este segmento é o seu carro forte, e os novos modelos de negócio, como as vendas de faixas on-line, não compensam suas perdas.

Não dá pra parar a evolução. O modelo de negócio das grandes gravadoras está fadado ao fracasso. Seus golpes contra usuários e sites parecem tentativas desesperadas de espremer mais alguns dólares de uma indústria já vazia. É um cenário triste.

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