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Textos com Etiquetas ‘web’

A relevância dos jornais impressos

10, julho, 2010 Bruno Sem comentários

Os periódicos impressos, especialmente os jornais, enfrentam uma severa queda em vendas e circulação. Este movimento acontece há alguns anos e tem como principal responsável a internet, que está mudando o ritmo e a forma de consumir notícias. Com sua eventual e já anunciada extinção, que falta fazem os jornais impressos?

Os jornais hoje são responsáveis por enorme parte da da criação autêntica de conteúdo, sendo que sua ausência deixaria os replicadores de notícias com menos fontes a recorrer. Os impressos também agregam notícias, colunistas, editores e fontes de maneira única, transmitindo – por mais imparcial que o veículo seja – uma opinião e uma visão de mundo no conjunto das publicações. Ainda é muito difícil reunir conteúdo de fontes diversas com a mesma qualidade que fazem os impressos, por mais que este conteúdo exista.

O consumo de escolha e por demanda pode implicar no estreitamento da visão do leitor, que não tem estímulo em buscar novas ou diferentes opiniões quando é limitado ao seu agregador de notícias. Os jornais impressos também entram em um nível de detalhe que as outras mídias ignoram, e utilizam um estilo culto de escrita que é exclusivo às suas páginas e incentiva os leitores a maior erudição.

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A revolução das mídias: Jornalismo

27, dezembro, 2009 Bruno Sem comentários

Nos últimos anos, em especial nos países de primeiro mundo, os jornais sofrem uma brutal queda em suas vendas e audiência. Os jornais impressos, principalmente, estão sendo esmagados pelos novos veículos de comunicação, como blogs, microblogs e sites de notícia especializados. No Brasil, este movimento é menos acentuado, devido em grande parte à migração de muitas pessoas a classes sociais mais altas, fato que estimula o consumo até mesmo de jornais. As próximas décadas, contudo, tendem a ser cada vez mais negras para os antigos formatos de mídia, dominadas por gerações que ignoram por completo a existência e a importância de tais veículos.

De forma similar à morte das gravadoras de música, esta é uma mudança a qual as editoras de revistas e jornais terão de se adaptar se quiserem sobreviver.  Existe, entretanto, um problema conceitual nesta revolução midiática. Os novos arautos das notícias, os sites indepentes, não produzem seu próprio conteúdo desde a fonte, em sua maioria. Em vez disto, apenas replicam notícias coletadas de diversas fontes. A produção de notícias como conhecemos hoje depende de estruturas e recursos que os sites independentes não possuem, como fontes privilegiadas por tradição e reputação, fontes remotas e sucursais, etc. Entramos assim em um problema financeiro: Os consumidores trocam a mídia privada convencional pela mídia digital independente. A segunda é consumidora da primeira, mas não em volume suficiente para mantê-la. No pior cenário possível, a primeira deixa de existir e a segunda fica sem matéria prima, e é o fim do jornalismo profissional escrito, ou sua redução ao mínimo. Outro possível desdobramento é a sobrevivência exclusiva do jornalismo nos braços de mídia de grandes empresas pontocom, como o Google e a Microsoft. Em qualquer um dos casos, o jornalismo profissional sai perdendo.

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Microsoft e Google, revoluções distintas

10, outubro, 2008 Bruno Sem comentários

O maior embate do mundo tecnológico é travado por duas empresas igualmente revolucionárias, mas inspiradas e movidas por ideais e estratégias diferentes.

De um lado, a Microsoft. Fundada em 1975, é uma gigante de 60 bilhões de dólares de faturamento (em 2008). Com uma estratégia altamente agressiva, domina quase todos os mercados de software. Seu patrimônio é uma ampla gama de produtos acoplados, focados principalmente na facilidade de uso.

Do outro lado, o Google. Criado em 1997, é outro gigante de 16 bilhões de dólares de faturamento (em 2007). Sob o lema “seja bom”, o Google virou a marca de maior poder do mundo através de sua revolucionária ferramenta de busca. A enorme quantidade de visitas e uma revolução conceitual no modo de vender anúncios, fez da publicidade on-line o carro-chefe do Google.

O Google é um criador e patriocinador voraz de modas. Seus sites e produtos-satélite não são exatamente lucrativos – de fato, muitos apenas dão prejuízo – mas inauguram idéias que o público idolatra. Um bom exemplo disto é o Google Docs, que claramente não é uma alternativa séria aos grandes pacotes de escritório, mas é mais um dos responsáveis pelo enorme hype que faz o nome do Google tão valioso.

Há mais de 20 anos os sistemas criados pela Microsoft movem o mundo da informática, e até agora não encontraram adversário à altura. A alta interoperabilidade entre suas ferramentas e o foco no usuário asseguram uma longevidade elevada aos produtos. Já o Google, a longo prazo, é um império frágil. Sua ferramenta de busca brilhante um dia pode ser superada, como aconteceu em proporções diferentes com o Yahoo e o Altavista. Sem a ferramenta de busca (que proporciona seu mercado de anúncios bilionário) e o hype, o Google não é Google.

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Web 2.0 Nua e Crua: Propósito

22, janeiro, 2008 Bruno Sem comentários

Alguns de fato acreditam que há uma revolução conceitual acontecendo na Web, e outros chegam até a afirmar que é uma nova democracia nascendo. A verdade é que em essência a Web 2.0 é um termo criado para vender mais. Desde livros e palestras até websites.

A internet trouxe uma gama de novas possibilidades excitantes, como a de virtualmente qualquer pessoa ter um Blog acessível do mundo inteiro. Contudo, isso não torna o mundo mais democrático. Nenhuma tecnologia que contribui com a distribuição e manipulação de informação torna o mundo mais democrático. O mundo é mais complexo que isso, e as contribuições geradas pela tecnologia são outras que as políticas ou democráticas. De qualquer forma, revolução ou não, essa possibilidade existe há praticamente uma década com o Geocities; não é preciso do Blogger por perto.

Quanto à revolução das novas tecnologias, não sei se há algo de tão especial acontecendo. Há muitas idéias interessantes como os Blogs, Wikis e Flickers, e conceitos como Tags e comentários, mas em sua maior parte são tecnologias antigas que vêm passando por aprimoramentos. Não há nada de especialmente revolucionário nesse movimento. Para citar Dvorak, isso é evolução natural, e não a revolução que as meninas da torcida organizada promovem.

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Web 2.0 Nua e Crua: Nascimento

22, janeiro, 2008 Bruno Sem comentários

A primeira vez em que ouvi falar sobre a Web 2.0, há alguns anos atrás, achei o termo sem sentido e estúpido. Discuti muito com algumas pessoas que gostavam da idéia, mas com o tempo acabei percebendo que essas discussões não chegavam a lugar algum. A Web 2.0 tem esse poder: É possível passar uma vida argumentando contra ou a favor dela e não sair do mesmo lugar. Por isso, acabei adotando uma postura mais amena, e passei a aceitá-la. Não como o fenômeno que é apregoado, mas como um termo. Essa, aliás, é a sua essência: Cada um faz do termo o que desejar.

John Dvorak foi quem me abriu os olhos sobre a falta de sentido do termo, com o artigo Web 2.0 Baloney. As seguintes palavras me cativaram: “Estamos vendo um clássico exemplo de vinho velho em garrafa nova”. Ora, era elementar! Nada havia realmente mudado na Web. Alguns websites e tecnologias, que tomavam forma há anos, foram empacotadas e vendidas como uma revolução. Isso me incomodou. O fato de o termo ter sido inventado em uma conferência da O’Reilly Media só me confirmava sua utilidade puramente marketeira.

Uma avalanche estranha começou e logo estavam todos falando em Web 2.0. A Info, como não poderia deixar de ser, não perdeu tempo e logo estava explorando o termo ao máximo: Matéria de capa, concursos e palestras. Inesperadamente, a O’Reilly Media decidiu que não dividiria o bolo, e anunciou um processo contra todos que usassem o termo. O público não encararou isso muito bem, e a decisão foi cancelada.

Tudo pelo dinheiro: Primeiro a invenção do termo, em seguida a patente da idéia, e por fim a concessão de uso.

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A Emergência de uma Nova Arquitetura de Serviços da Internet

7, janeiro, 2008 Bruno Sem comentários

Quarenta e cinco anos passaram desde a criação da primeira versão da internet. Nesse ínterim, inúmeras reformas conceituais tomaram forma na rede: de ferramenta de comunicação interna do exército estadunidense, à plataforma de comunicação global, mercado virtual e mesa de transações. Contudo, enquanto o modo de utilização da plataforma evoluiu em ritmo acelerado, a plataforma em si foi esquecida.

Há quase quinze anos, antes da chegada do Windows 95, a primeira versão do HTML foi criada. Desde então quatro atualizações principais foram realizadas em sua estrutura. Nenhuma, contanto, passou perto de suprir a constante e crescente demanda por novos tipos de serviços. Essencialmente, utilizamos o mesmo HTML de dez anos atrás, respaldado por tecnologias como JavaScript, Flash, e recentemente Ajax. Essas tecnologias são utilizadas para compensar, com maior ou menor sucesso, a falta de recursos do HTML.

Como conseqüência dessas lacunas deixadas pelos padrões do W3C, podemos enumerar pelo menos três problemas: Interface pobre, falta de padronização e problemas diversos no desenvolvimento. São questões conectadas. Em primeiro lugar, as próprias limitações da plataforma impedem o desenvolvimento de uma experiência rica com o usuário. Além disso, a falta de recursos avançados nativos acarreta no desenvolvimento de controles diferentes para cada site. O resultado é uma internet sem padrão.

Em vista da demanda, a Macromedia abriu mais portas no Flash para formulários e controles, e criou um produto dedicado, o Flex. Já a Microsoft, com uma grande oportunidade em mãos com o WPF, apresentou neste ano o Silverlight, tecnologia muito bem respaldada: O desenvolvimento é integrado com .Net.

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